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Tecnologia acelera em 2026: inteligência artificial, robôs e segurança digital dominam as novidades

Foto do escritor: Vinícius Nunes
Vinícius Nunes
23 de set.
4 min de leitura


A tecnologia continua avançando em ritmo acelerado e, em setembro de 2026, alguns assuntos estão dominando as discussões no setor: inteligência artificial, segurança digital, robôs humanoides, smartphones cada vez mais potentes e computadores preparados para executar tarefas de IA.


Mais do que novos produtos, essas mudanças começam a afetar diretamente a rotina de empresas e consumidores.


Inteligência artificial está no centro da transformação


A inteligência artificial continua sendo o principal motor das mudanças no setor de tecnologia.


Entre os destaques recentes está o avanço de modelos de IA voltados para segurança digital. A Anthropic, por exemplo, apresentou novidades relacionadas ao Claude, com foco em aplicações de cibersegurança.


A ideia é utilizar a própria inteligência artificial para identificar vulnerabilidades e ajudar empresas a encontrar possíveis caminhos utilizados por criminosos para invadir sistemas.

Essa disputa acontece dos dois lados: enquanto criminosos podem utilizar IA para aperfeiçoar golpes e ataques, empresas também estão recorrendo à tecnologia para tentar antecipar essas ameaças.


Deepfakes aumentam preocupação com golpes


Uma das maiores preocupações atualmente envolve os chamados deepfakes — conteúdos falsos produzidos ou manipulados com inteligência artificial para imitar pessoas reais.


Um levantamento divulgado pela Gartner aponta que 41% dos responsáveis por segurança da informação entrevistados afirmaram ter registrado pelo menos um incidente de engenharia social envolvendo deepfakes nos 12 meses anteriores.


Na prática, isso significa que vídeos, áudios e imagens falsificados podem ser utilizados para tentar convencer uma pessoa de que está conversando com alguém conhecido, um funcionário de uma empresa ou até mesmo uma autoridade.


O avanço dessa tecnologia torna ainda mais importante conferir a origem de mensagens, ligações, vídeos e pedidos de dinheiro antes de tomar qualquer decisão.


Robôs humanoides começam a sair dos laboratórios


Outro setor que chama atenção é o da robótica.


Os robôs humanoides estão deixando de ser apenas demonstrações tecnológicas e começam a entrar no mercado comercial.


Dados recentes apontam que cerca de 7 mil unidades foram vendidas mundialmente em 2025.


Embora ainda exista uma grande distância entre os robôs atuais e aqueles vistos em filmes de ficção científica, empresas de tecnologia e fabricantes estão investindo cada vez mais no desenvolvimento dessas máquinas.


A China também vem ampliando sua participação no setor. Dados divulgados recentemente mostram crescimento expressivo das exportações de robôs produzidos na região do Delta do Yangtzé.


Celulares estão ganhando cada vez mais inteligência


Nos smartphones, a inteligência artificial também está se tornando parte fundamental dos sistemas.


Fabricantes estão incorporando assistentes virtuais, ferramentas de edição de fotos, tradução, pesquisa e automação diretamente aos aparelhos.


A Vivo, por exemplo, apresentou uma nova versão do OriginOS, baseada no Android 17, com maior integração de recursos de inteligência artificial.


A tendência é que o celular deixe de ser apenas uma ferramenta que executa comandos e passe a antecipar algumas necessidades do usuário.


E as baterias também estão crescendo


Se os celulares estão ficando mais inteligentes, também precisam de mais energia.


Por isso, fabricantes asiáticos estão apostando em baterias com capacidades cada vez maiores.


Um dos exemplos recentes é um smartphone da Oppo anunciado com bateria de 10.000 mAh — capacidade muito superior à encontrada tradicionalmente em celulares convencionais.


O objetivo é compensar o maior consumo provocado por telas mais avançadas, processadores potentes, conectividade e recursos de inteligência artificial.


IA diretamente no computador


Outra tendência importante é o processamento de inteligência artificial diretamente nos dispositivos.


Em vez de depender exclusivamente de servidores na nuvem, computadores e celulares estão recebendo componentes capazes de executar determinadas tarefas de IA localmente.


A Apple está entre as empresas que investem nessa estratégia.


Esse modelo pode trazer algumas vantagens, como menor dependência da internet, respostas mais rápidas em determinadas tarefas e maior controle sobre dados que não precisam ser enviados para servidores externos.


Pequenas empresas também entram na mira dos ataques


A transformação digital não acontece apenas nas grandes empresas.


Pequenos negócios também estão cada vez mais dependentes de pagamentos digitais, redes sociais, aplicativos e plataformas online.


Um estudo da Mastercard aponta que 97% das pequenas e médias empresas pesquisadas na América

Latina e no Caribe já aceitam pagamentos digitais.


Ao mesmo tempo, a segurança continua sendo uma preocupação.


O medo de fraudes e ataques cibernéticos aparece como uma das barreiras para a expansão digital desses negócios.


Para o pequeno empreendedor, portanto, segurança digital deixou de ser um assunto exclusivo de grandes empresas.


Golpes digitais exigem mais atenção


Com a popularização do Pix, WhatsApp, redes sociais e compras pela internet, os golpes também ganharam novas formas.


Sites falsos, mensagens fraudulentas, perfis clonados e pedidos de códigos de autenticação estão entre as estratégias utilizadas por criminosos.


A inteligência artificial pode tornar esses golpes ainda mais convincentes.


Por isso, uma regra simples continua valendo: desconfie de mensagens urgentes, links desconhecidos e pedidos inesperados de dinheiro ou códigos.


Antes de clicar ou fazer uma transferência, procure confirmar a identidade de quem está fazendo o contato por outro meio.


Microsoft também passa por mudanças


O setor de games também enfrenta transformações.


A Microsoft está realizando mudanças em sua divisão Xbox, em um momento de reestruturação da indústria de videogames.


Assim como acontece em outras áreas da tecnologia, grandes empresas estão revendo investimentos, produtos e estruturas para se adaptar a um mercado que muda rapidamente.


O que podemos esperar daqui para frente?


O cenário tecnológico de 2026 mostra que várias tendências estão acontecendo ao mesmo tempo.


A inteligência artificial está chegando aos computadores e celulares, os robôs começam a ganhar espaço comercial e a segurança digital se torna uma preocupação cada vez maior.


Ao mesmo tempo, os consumidores recebem aparelhos mais potentes, com baterias maiores e recursos que, até pouco tempo atrás, pareciam pertencer apenas à ficção científica.


Mas existe também um desafio importante: quanto mais tecnologia utilizamos, maior precisa ser a nossa atenção com segurança, privacidade e golpes digitais.


A tecnologia está avançando rapidamente. E a grande questão talvez não seja mais se ela fará parte da nossa rotina, mas o quanto estamos preparados para acompanhar essa transformação.

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