top of page

A tecnologia está avançando — mas estamos preparados para tudo isso?

Foto do escritor: Vinícius Nunes
Vinícius Nunes
há 7 dias
3 min de leitura

A tecnologia não para. Enquanto ainda estamos tentando entender o que a inteligência artificial já consegue fazer, novas ferramentas e possibilidades surgem praticamente todos os dias.

E as últimas notícias mostram que essa corrida está ficando cada vez mais intensa.



A inteligência artificial está ficando mais poderosa


A OpenAI anunciou o GPT-6 Astra, seu novo modelo de inteligência artificial, com capacidades ampliadas para programação, ciência, uso de computadores e tarefas profissionais.


A empresa também apresentou uma nova Agents API, voltada para sistemas capazes de realizar tarefas com cada vez mais autonomia.


Ou seja: estamos saindo de uma fase em que a IA apenas respondia às nossas perguntas para outra em que ela começa a fazer coisas por nós.

E a escala é impressionante


Para acompanhar esse crescimento, a OpenAI também está ampliando sua infraestrutura para atender uma base que pode ultrapassar 1 bilhão de usuários do ChatGPT.


Por trás de cada pergunta feita a uma inteligência artificial existem servidores, processadores, armazenamento e uma enorme estrutura física.


E isso nos leva a outro ponto.

O Brasil quer entrar nessa corrida


A indústria projeta investimentos de até R$ 1,5 trilhão em data centers no Brasil nos próximos anos.


São estruturas fundamentais para manter funcionando toda essa nova economia digital.


A inteligência artificial pode parecer algo que acontece apenas na tela do celular ou do computador, mas, na realidade, existe uma enorme infraestrutura física por trás dela.

Mas e quando a tecnologia é usada para o mal?


Essa talvez seja uma das questões mais preocupantes.


A Anthropic revelou casos em que seu modelo Claude teria sido utilizado em tentativas relacionadas ao desenvolvimento de sistemas para mísseis, espionagem, ataques cibernéticos e outras atividades ilícitas.


A empresa afirma ter identificado e bloqueado as contas envolvidas.


O episódio mostra que, quanto mais poderosa uma tecnologia se torna, maior também é a preocupação com aquilo que pode ser feito com ela.

Estamos ficando dependentes?


Enquanto a inteligência artificial avança, as autoridades também começam a olhar para a nossa relação com a tecnologia.


No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) pretende investigar mecanismos utilizados por plataformas digitais, como a rolagem infinita e o excesso de notificações.


E isso toca em uma questão muito presente no nosso cotidiano:

por que pegamos o celular mesmo quando não temos nada para fazer nele?

E o celular continua evoluindo


Enquanto tudo isso acontece, os smartphones também continuam avançando.

A Apple apresentou o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, com novo processador, melhorias nas câmeras e novos recursos de inteligência artificial.


A cada geração, nossos aparelhos fazem mais coisas.


E nós precisamos fazer menos.

Afinal, para onde estamos indo?


Tudo isso me faz pensar nos textos que escrevi anteriormente aqui no blog.


Primeiro, falei sobre como a tecnologia está tornando algumas tarefas tão fáceis que estamos deixando de fazê-las.


Depois, falei sobre como estamos perdendo o prazer de fazer determinadas coisas sem pressa.


Agora, olhando para tudo o que está acontecendo, a pergunta parece ainda mais importante:

o que acontecerá quando a tecnologia não apenas facilitar nossas tarefas, mas começar a executá-las por nós?


Talvez a grande discussão dos próximos anos não seja apenas sobre aquilo que a inteligência artificial será capaz de fazer.


Talvez seja sobre aquilo que nós ainda vamos querer fazer por conta própria.


Porque tecnologia pode nos dar mais tempo.


A questão é: o que estamos fazendo com esse tempo?


Comentários


bottom of page